quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Teatro... prêmio

Oláaaaa, meus amores!
Vocês notaram que fiquei fora um tempão, não foi? Pois é, o que aconteceu foi o seguinte: eu estava, naturalmente, esperando passar algum tempo para eu criar um novo post aqui no Falling Masks, porém, quando dei conta, eu já estava dentro de um carro viajando.

É isso mesmo. Não teve um santo dia que eu parei em casa para escrever algo que saísse decente... Entendem, não é? Bom, pois bem... Estamos num ano completamente novo, vamos renovar o Falling Masks com novos assuntos e postagens mais freqüentes. O legal é que eu já posso dizer que minha última postagem foi no ano passado, haha. Piadinha passada, eu sei.

Enfim... Como havia prometido, preciso fazer um post aqui sobre a minha peça de teatro. Disse que faria assim que eu a tivesse apresentado. Dito e feito, ela já foi ano passado e... Ok, juro que agora parei com isso.

Foram um mês ou mais de ensaio. Toda santa quarta-feira, vamos pro auditório (ou a bendita salinha apertada de cima) ensaiar. Vou lá, coloco meu figurino pacientemente e aguardo, quieta, o momento de minha entrada. Normalmente, logo de início, porém, de vez em quando, um ato depois, quando começávamos do Ato 3.
As falas ainda estão grudadas na minha cabeça. Será que irei esquecê-las? Meu irmão fez uma peça há mais de dez anos atrás e, sendo importante para ele, ele se lembra das falas minuciosamente até hoje. Admiro isso – gostaria de me lembrar das minhas pelo máximo de tempo possível. Toinette. Uma personagem que, de modo algum, será fácil esquecer.

Me lembro dos mínimos detalhes do dia da apresentação. A euforia antes de entrar, o modo como meu coração batia apressado enquanto esperávamos nossa vez. E, depois, quando estávamos ajeitando tudo, recolhendo as folhas e posicionando a cadeira do Argan. Ninguém jamais vai sentir o que eu senti, é claro. Para os que vêem tudo de fora, pode parecer meio bobo, não sei, mas foi um momento imensamente especial para mim.

Foi o meu momento.

Coloquei meus pés naquele palco e dei o melhor de mim. Dei todas as minhas forças – dei tudo. Queria poder esfregar na cara daquelas pessoas que disseram que eu não era capaz, que a Toinette merecia ser interpretada por outra pessoa.

E, então, quando dei conta de mim, estava já no dia seguinte, sentada do lado de minhas amigas, ouvindo quem tinha sido indicada a Melhor Atriz Coadjuvante do Oscar do meu colégio. Os primeiros nomes? Sinceramente, não me lembro. Sinto muitíssimo. O terceiro foi o que me marcou: Thamyris Romera.

Não tive nem tempo para raciocinar direito. Esperem, parem tudo! Eu fui indicada? No segundo seguinte, àquelas palavras já estavam entrando por meus ouvidos: E o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante vai para... Thamyris Romera.

Me levantei, quase saltitante. Novamente, foi o meu momento. Ninguém nunca, nunca vai sentir o que eu senti. Minha felicidade, meu orgulho. Eu só tinha vontade de gritar:

Sim! Eu fui capaz de interpretar a Toinette majestosamente.